Amormetria

Dê-me um apoio (centro)
Num piscar de olhos me transformo em um compasso
Giro 90º, 180º, 270º, 360º graus
Volta completa na circunferência chamada vida.

Dê-me uma régua ou uma trena
Com ela conseguirei medir ou não nossa distância
Que parece infinita.

Dê-me um transferidor para medirmos os graus do nosso amor.
Um esquadro
Quem sabe ele possa nos enquadrar.

Dê-me um ponto
Por ele passarei infinitos segmentos de sentimentos
Paixão, amor, raiva, ressentimento, gratidão…

Só não me limite com dois pontos
Pois, não saberia que segmento de sentimento
Passaria por eles.

Edi Santana Barbosa
Professor da rede Estadual e municipal de Juazeiro BA
Pós-graduado em Metodologia e Didática do Ensino Superior

Carta de amor em equações do 2º grau

Queria conseguir amar em ax², em dobro, mas meu coração não consegue amar duas pessoas igualmente.

Queria que o bx se transformasse em um beijo secreto; se meu coração conseguisse ser independente como o termo c, talvez não sofresse tanto.

E que cada vez que eu te visse, o tempo tornasse uma fração de segundos intermináveis e seu denominador indivisível, não se acabasse, se transformasse uma dizima periódica.

Meu coração é como uma equação incompleta, sempre faltando um termo, você! Até o resultado é igual. Tudo o que faço resulta em zero. Você sabe que a raiz desse amor sempre se multiplicará, e somará, mesmo sem ser um termo independente como o c. Vai ser sempre o primeiro como o termo ax², e sempre, um sonho resolvido, em termo bx, o beijo secreto.

Bianca Vieira Padilha

Radiciação

Esta é a radiciação
Eta nominho arretado
Mas não se incomode não
E não fique acanhado.

Preste atenção meu amigo
Vou te passar a receita
Para aplicar as propriedades
E ver como a coisa é feita.

Se o índice for igual
Mantenha a mesma raiz
Seja lá qual for o tal
Escreva como se diz

Veja lá a operação
Muita atenção aprendiz
Se for multiplicação
Jogue dentro da raiz.

Esta foi a primeira
De mais quatro propriedades
E a segunda, semelhante derradeira
Só muda a finalidade.

Se o índice for igual
Mantenha a mesma raiz
Sendo uma divisão
Repita a operação.

Basta lembrar com amor
Deixa de lero lero
O seu denominador
É diferente de zero.

Quanta complicação
Que há no mundo moderno
Trocando letra por número
A coisa parece um inferno.

Para melhor compreender,
Rever com facilidade,
Vamos buscar entender
O que são as propriedades.

Busquemos então o princípio
Do que é a operação
Para clarear o início
Da tal radiciação.

Fique atento meu amigo
Pra isso que vou falar
Para aprender a dividir
Tem que saber multiplicar

É assim na matemática
E em qualquer situação
Quando Cristo pôs em prática
O milagre da multiplicação.

Cinco pães e dois peixinhos
Era um número irrisório
E comeram sem espinhos
Todo aquele auditório.

Era mais de cinco mil
Homens, mulheres, crianças,
Quem estava lá também viu
Tanta fartura e abastança.

Esta conta é complicada
E tem muito de valor,
Para poder aplicar
É preciso muito amor.

Voltemos ao foco então
Para que haja crescimento,
Aprender radiciação
É o assunto do momento.

A terceira propriedade
Fala de um expoente
Quando acima da raiz
Complica a vida da gente.

Não se aperte com a matriz
Quando isso acontecer
Coloque dentro da raiz
Que o radicando vai ter.

Já na quarta propriedade
A coisa se contradiz
Aprender sem vaidade
Quando é raiz de raiz.

Parece então complicado
Resolver esta questão
Basta multiplicar os índices
Desta radiciação.

E por último nos resta
Simplificar a questão
Para aplicar a quinta propriedade
Da tal radiciação.

Pois nem tudo é o que parece
E nem tudo é complicado
Basta fazer uma prece
Ou aplicar o pulo do gato

No caso da matemática
Isso não é diferente
Use bem a sua tática
Todo número tem expoente

Mesmo quando não aparece
Veja bem com atenção
Todo numero merece
O numero um na exponenciação.

Assim sendo meu rapaz
Estude com atenção
E veja como é capaz
Tamanha transformação.

Tudo isso pra falar
Da tal quinta propriedade
Que para bem aplicar
Vamos buscar a igualdade.

Esta por definição
Diz no seu enunciado
Que dois números são iguais
Quando bem multiplicados

Se multiplicares o índice
Por um número natural
E no dividendo fizeres
A mesma operação

Verás a igualdade aplicada
Na tal radiciação
E manterá a verdade
Se for uma divisão.

Usando toda esta prática
Terás a explicação
Estudando matemática
Aplicando radiciação.

João Pereira Barbosa

O quociente

O quociente perguntou à secante:
– Posso ser seu amante?
Ela, de pronto, respondeu:
– Nunca! Já tenho um amor,
– É o terno denominador…

Logo, então, se sentiu um resto.
Não era mais um número inteiro…
Passou, então, por perto a tangente,
Que caminhava para o infinito
Para se encontrar sabe lá com quem.
Perguntou aflito:
– Onde poso encontrar as paralelas?
Ela, então, respondeu:
– Talvez nunca.

Surgiu, então, do menos infinito, a esfera.
Bela e radiosa, logo esqueceu a secante.
Calculou seu manequim,
Mas se achou muito pequeno para tanto volume…

O quociente ficou triste,
Transformou-se em um número complexo
E numa relação unívoca,
Partiu para o esquecimento,
Tornando-se um ângulo obtuso.

André M. Hemerly

Romance matemático

Dê-me o silêncio…
Para eu dizer que nosso romance é como uma equação
Em que ponho-me, insistentemente;
A descobrir o valor de sua incógnita.
Dê-me o silêncio…
Para eu derrubar todos os axiomas;
Que insistem em dizer que nosso amor é impossível.
Dê-me o silêncio…
Para eu dizer que você é o pivô de minha matriz escalonada;
Que cada virtude que encontro em você
É um determinante para nossa relação.
Dê-me o silêncio…
Para eu dizer que a função que rege minha vida
Consiste em que cada elemento do seu domínio
Está associado a um elemento de meu contra-domínio.
Dê-me o silêncio…
Para eu te mostrar que nossas retas paralelas se encontrarão no infinito.
Dê-me o silêncio…
Para eu dizer que quando contemplo a imagem de seu corpo,
Meus batimentos cardíacos modelam uma cossenóide.
Dê-me o silêncio…
Para te provar que embora sejamos ângulos opostos pelo vértice,
nossas medidas são iguais.
Nesse instante me calo e quem diz tudo é você.

Andreson Costa dos Santos Souza e Alex Bruno Carvalho dos Santos

Rap da Potenciação

Venha cá meu irmão
Aprender a fazer
Do jeito verdadeiro
A potenciação de números inteiros

Venha cá, venha cá
meu amigo, meu irmão
Venha descobrir comigo
O segredo de aprender potenciação

Se o expoente for par
meu irmão fique ativo
a potência sempre dará
um número positivo

Venha cá, venhá cá…

Se o expoente for ímpar
preste atenção nesta fase
a potência sempre terá
o mesmo sinal da base

Venha cá, venha cá…

Na multiplicação de potências
de bases iguais
meu irmão seja consciente
você repete a base
e soma os expoentes

Venha cá, venha cá…

E na divisão?
É um pouco diferente
então preste muita atenção
Em vez de somar os expoentes
você faz subtração

Venha cá, Venha cá…

Na potência de bases diferentes
é bom você pensar
Eleva cada número primeiro
E depois é só efetuar

Venha cá, venha cá…

Na potência de potência com parênteses
é bom você não se complicar
O que fazer com os expoentes?
É simples
só basta multiplicar

Venha cá, venha cá…

Na potência de potência sem parênteses
você tem que se lembrar
em vez de multiplicar os expoentes
É só você elevar

Venha cá, venha cá…

Lucas do Carmo Silva

Praticando a Matemática

Ah! somar ou subtrair?
Multiplicar ou dividir?
Por que esquentar a cabeça
Se podemos nos divertir?

A soma de duas quantias
É apenas uma nova contagem
Contando os dois conjuntos
Encontra-se toda a bagagem.

Ponha à mesa o que tu tens
Subtração! É o que pensou?
Retire a quantia que quiser
E conte aquilo que sobrou.

Conte um monte várias vezes
Isso é multiplicação, amigo!
Ou separe em montes iguais
E agora está tudo dividido!

Não se intimide meu amigo
De por em prática a teoria
Matemática é um ciência
Não é mágica e nem magia.

Erisvaldo Ferreira Silva

Na aula de Matemática

Quando olhas para mim
Os números racionais ficam irracionais
Os reais, imaginários
E os complexos ficam perplexos.

Quando olhas para mim
O triângulo fica imóvel
O círculo quadrado
E o quadrado fica reverso.

Quando olhas para mim
Os conjuntos ficam sem elementos
Os subconjuntos, maiores que os conjuntos
E o vazio desaparece.

Quando olhas para mim
Os múltiplos ficam primos
Os primos irmãos
E todos os números ficam divisíveis.

Quando olhas para mim
Os deltas ficam negativos
As equações sem raízes
E as funções ficam sem domínio.

Quando olhas para mim
As derivadas ficam sem limites
Os gráficos, sem inflexão
E as tangentes nem se tocam.

Quando olhas para mim
Os poliedros ficam sem faces
O côncavo vira convexo
E o teorema de Euler fica sem nexo.

Quando olhas para mim
O sistema fica impossível
A matriz, redonda
E o determinante se anula.

Quando olhas para mim
O sinal fica sem som
A aula sem professor
E o aluno bate com o dedo no meu ombro:
– Mestre, a aula acabou.

Chico Nery

Os Números Naturais e Suas Operações

Iniciando com zero e seguindo em frente
1,2,3 e assim sucessivamente
Temos o Conjunto dos Números Naturais
Não tem fim, é infinito certamente.

Nesse conjunto, adição, subtração, multiplicação e divisão
São quatro operações fundamentais
Na pára aí não, a potenciação e a radiciação
Também são operações usuais.

Na adição vamos as parcelas “juntar”
Um soma ou total encontrar
Na subtração uma parte de outra tirar
Só diferença ou resto sobrará.

Na multiplicação fatores vamos multiplicar
O resultado de produto chamar
Enquanto na divisão vamos dividir para compartilhar
Dividendo, divisor, quociente e resto considerar.

Na potenciação temos base e expoente
A base é o termo que fica repetidamente
Multiplicando-se por ele mesmo constantemente
Quantas vezes indica o expoente.

Na radiciação temos radical, índice e radicando
É a operação inversa da potenciação como estou pensando
Sendo assim, para numa raiz “não ficar papecando”
Procure um número que elevado ao índice “dê o radicando”.

Waldex Santos

A família natural

0 era um garoto gordinho
Seu apelido era bolinha
Mas ele era muito bonitinho
E estava à procura de uma namoradinha.

Certo dia passeando
Pela rua encontrou 1
Uma garota jeitosinha
Que ao contrario dele era magrinha

0 se apaixonou por 1
E 1 se apaixonou por 0
Amor como 1, 0 não havia encontrado nenhum
1 sabia que seu amor por 0 era certo.

0 e 1 começaram a namorar
E os dois não queriam mais se desgrudar
0 disse para 1: “Com você quero me casar”
1 disse para 0: “Muitos filhinhos vou te dar”.

O tempo se passou
0 e 1 se casaram
Até que 1 engravidou
E muitos filhinhos chegaram.

2, 3, 4, 5, 6.
Um filhinho de cada vez
Outros filhinhos quiseram ter
E a família não parou mais de crescer.

7, 8, 9, 10, …

João Pereira Bonfim

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